SHAZAM!  

Este Blog descreve as esperiências e aventuras de um jovem imperador. Além disso, serve para demonstar toda a saga de um jovem infante em busca de uma grande jornada! Uma saga capaz de modificar o pensamento de toda uma sociedade, atravessando a historia e... bem, como isso tudo dá muito trabalho e é difícil de acontecer, pode ser resumido como pura boquetice, um exercício de boquetice.

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  posted by GEORGE GOMES @ 7:57 AM  ..:


Sexta-feira, Abril 28, 2006  

 
O FEIO, O BONITO E O SIMPÁTICO!

Hoje tomei café em uma lanchonete. Isso foi de tarde, tipo umas 18:00H.

Eu sou boqueta, teve uma época em que era muito mais retraído, tímido e monossilábico, já hoje em dia eu tô pior que puta velha. Isso por culpa de todos os outros boquetas. Fato!

Ao adentrar no recinto, que eu venho freqüentando nos últimos dias, o português dono do estabelecimento já foi me saudando:

OOOOHHHHHhhhh... Meu Rapaz... Como é que tu estás???

Em um tempo não muito distante, eu daria um sinal com a cabeça e pediria um lanche, comeria e iria embora. Hoje não foi assim!

Depois da saudação do Portuga, comecei a fazer uma entrevista com o jovem senhor, que tem 69 anos, dois filhos, duas netas e já teve um total de (pasmem) 23 padarias em sua longa vida!

Segundo ele, chegou a faturar um milhão de reais, que foi se diluindo com dividas e planos presidenciais furados!

Com perguntas abertas e com simpatia de fazer inveja a qualquer miss, quase ia saindo sem pagar, e o velho não iria nem perceber!

Fiquei feliz, quer dizer... Sairia mais se não fosse bobo o suficiente e engrupir o Portuga e sair sem pagar... Mas eu sou simpático e não larápio!



  posted by GEORGE GOMES @ 12:02 AM  ..:


Terça-feira, Maio 24, 2005  

 
REGINA

Segurando-a pelos cabelos, sem emitir nenhuma palavra de ordem ou suplica, peculiar aos amantes, virou a pobre e indefesa Regina, levantou sua longa saia e de súbito, rasgou sua calcinha. Um leve grito de prazer foi emitido por Regina enquanto uma lágrima pesada e sem sentimento percorreu seu rosto meigo e singelo, como aqueles anjos bonitos e delicados feitos de porcelana.

Já com a calça arriada, Benedito Meoquesedeque da Silva, estimulou se velho falo, desproporcional a sua constituição, já imenso por ser seu e aparentar ser mais do que era por ser flácido e senil. Como se isso tivesse surtido efeito, mesmo com seu instrumento amortecido, mole, frouxo, firmou as ancas de Regina e com sofreguidão, apertou o corpo da senhora junto ao seu.

Açoitando debilmente o frágil ventre de Regina, Dito, babava com seu entusiasmo enlouquecido. Delirava, bailando uma dança de ritmo frenético, mas que pertenciam mais a sua memória. Com força, espremia Regina contra a parede, sentindo espasmos, seu corpo tremia e suas pernas vacilavam.

Já Regina, sentia gozo só de estar naquela situação, sento tocada apenas pela pele enrugada e deformada de Dito, Regina não se continha em seu corpo. Em seu ombro direito, a boca sem dentes de Benedito roçava a gengiva, abocanhando com força a espádua pálida. A baba grossa, espessa e amarelada escorria morna pelo seu braço e o cheiro do hálito de fumo de Benedito era inalado como um perfume de propriedades afrodisíacas...

E assim, Regina, que rezava e detinha fé em sua libertação, alcançou, de seu modo à redenção...



  posted by GEORGE GOMES @ 10:52 AM  ..:


Quarta-feira, Maio 18, 2005  

 
VEM CÁ MINHA NEGA...

Regina deu um gemido abafado e sentiu o cheiro do hálito de fumo e café da boca grande de Dito.

As pernas de Regina bambearam, não de medo, longe disso... Mas de uma sensação de prazer tão intensa e desconhecida que o próprio Dito quase não conseguiu segurá-la.

Regina sentiu-se estranha, quente, tremula, sem ar... Molhada!

Agarrando-se em Benedito, sentiu seu ventre latejar e olhando para Benê, percebeu sua língua marota tremular e se aproximar de sua boca. Ela deixou. Encorajou Dito a lhe beijar. Este lhe meteu um beijo molhado e nervoso, sem palavras de carinho.

Já sem a mesma cordenação de outrora, as mãos instigantes de Dito, arrancaram a blusa de Regina. Seus seios alvos e delineados, ficaram a mostra, já denunciando toda a vergonha e pecado que aquela senhora fina e recatada sentia por estar ali. Isso, para ela, era o mais excitante, sua luta com o próprio Deus. O desafio maior perante a sua religião que tanto queria o seu purgar, o expiar dos pecados, o castigo, o açoite continuo do buço suarento e da fronte molhada de seu marido.

A imagem da santa ceia, com o próprio Jesus e seus apóstolos, foram testemunha do pecado. Dito implacável em sua investida, sacou de sua pélvis o velho molambo flácido e obsceno que era a mortalha suja e fedorenta de toda a fé de Regina.



  posted by GEORGE GOMES @ 12:02 AM  ..:


Quarta-feira, Maio 11, 2005  

 
BENEDITO!

Abrindo a porta, junto com os raios de Sol, a sombra magra de Benedito adentrou o recinto e depois dela, ele. Assim, sem ser convidado, encarou aquela Regina. Cabelos emaranhados da labuta, com os olhos grandes e expressivos, lábios finos e corpo delineado com grande anca e belos seios, Benedito encarou aquela Regina.

Sem qualquer explicação, Benedito tossiu, uma tosse gutural e vibrante e dela veio um escarro que lhe tremeu a epiglote de maneira repulsiva. Regina o olhou de forma curiosa e lhe conferiu um sorriso tímido. Já o sorriso de Benedito, franco e aberto, escancarou a banguelice e lhe deu um tom de graça ao fazer tremer sua língua que espiava pela janela dos incisivos.
Surpresa com a visita, Regina passou por de trás do preto Dito e travou a porta e, antes que pudesse questionar o motivo da surpresa, Benedito a agarrou e, num repentino ataque segurou com força. A velha força antiga que as mãos tremulas e cadavéricas já não sentiam há muito tempo.

Puxando Regina para perto de seu corpo, Benedito falou de maneira clara e assustadora: Vem cá minha nega...



  posted by GEORGE GOMES @ 7:42 PM  ..:


Sexta-feira, Maio 06, 2005  

 
SEM DENTES...

Regina estava encantada. Não mais pelo trabalho voluntário, pelas tarefas da casa, pelo Deus bendito e misericordioso... Não mais pelo Dr. Schneider... Estava encantada pelo Benedito.

Um dia fez-se a desgraça.

Na casa amarela desbotada número 42, Regina estava diferente. Era tarde do dia de quarta-feira quando a maçaneta da porta tremeu. Três socos seguidos na madeira da porta fizeram o mogno maciço vibrar de forma clara e segura. Era uma visita.

Por de trás do vidro fosco, Regina via uma silhueta negra que brilhava como bronze, refletindo a luz do Sol que entardecia.

Solícita, mas preocupada, Regina aproximou-se da porta e antes que pudesse interrogar aquele além da soleira, escutou um assovio. Era um daqueles assovios antigos e vibrantes, de uma música já desconhecida, mas que nos lábios de seu interprete parecia um passarinho bem humorado. Regina parou. Olhou para o relógio e às 15:51h perguntou de forma franca: Quem bate?

E se escutou: Benedito!



  posted by GEORGE GOMES @ 12:30 AM  ..:


Sábado, Abril 23, 2005  

 
MENOS SIMPÁTICA...

Benedito Meoquesedeque da Silva, o seu Dito, sabia rezar, e cantava hinos de louvor com uma sanidade feliz. Isso encantava Regina e fazia das tardes de voluntariado uma conversa boa e gostosa.

De fato, Regina moça recatada e penitente, gostava de conversar com Dito, o preto velho e desdentado que não tinha mais cabelos, cortava as unhas e cheirava a fumo de corda. Conversavam sobre tudo e com o tempo, as visitas de Regina eram mais para Dito do que para o Dr. Schneider.

Seu Dito não suava em seu buço, mas além de sua simpatia, seu fervor pela religião deixava a delicada Regina encantada.

E era assim... Nas tardes de terça e quinta, Regina, a pequena e recatada senhora, que antes de dormir orava e sempre pedia por seu marido, começou a se maquiar. Procurava ser discreta e não chamar a atenção, mas só não passava despercebida pelo simpático seu Benê, o velho preto Dito. O faceiro Benedito.

A camisa rota, mas sempre limpa, o resto de cabelo crespo, mas penteado, os sapatos velhos, mas engraxados, a conversa boba e despretensiosa e a boca sem dente... A boca sem dente. O hálito de fumo, a pele enrugada, as ventas bestiais, a mão tremula, mas forte... A boca sem dentes...





  posted by GEORGE GOMES @ 2:08 PM  ..:


Quinta-feira, Abril 21, 2005  

 
...ALONSO GOSTAVA.

Sempre que chegava em casa, Alonso batia na maçaneta da porta e pendurava o molho de chaves nos rebites da lembrança de Fortaleza. O ruir da porta alertava Regina que saía da cozinha para recepcionar o esposo. Esse lançava um sorriso torto em sua direção e já se dirigia para o sofá.

Delicado, Alonso comia, tirava os sapatos e pedia uma cerveja gostosa. No mesmo lugar, só se levantava para ir dormir, suado e com hálito de malte. Regina, recatada, mantinha se fiel ao esposo e antes de dormir rezava.

Temente a Deus, Regina fazia trabalhos voluntários e, com isso sentia-se bem. Uma de suas atividades em prol da comunidade, no bairro da Laranjeira, era a de servir de alento para os idosos do abrigo Doutor José Carlos Schneider. Lá, Regina praticava duas horas de uma interminável sessão de bem fazer.

E foi exatamente no Dr. Schneider que Regina conheceu Dito. Velho senhor, lépido e faceiro, do alto de seus 76 anos, andava como quem segue para uma gafieira. Com olhar alegre e moreno, conversava de forma abafada para esconder a sua banguelice. Mas isso de longe o fazia uma pessoa menos simpática.



  posted by GEORGE GOMES @ 11:01 PM  ..:


Segunda-feira, Abril 18, 2005  

 
REGINA

Lá se vai Regina... Fina e recatada andava lépida e faceira pelas ruas do bairro. Casada, se mantinha fiel ao seu esposo e a Deus, fazia trabalhos voluntários e acreditava sentir-se bem com isso. Alonso gostava.

Alonso era o esposo. Senhor já passado sentia a idade e reclamava de dores, porém isso, com 30 anos. Estranho podia parecer, mas seu trabalho o judiava. Na repartição pública junto à rua Direita, Alonso era massacrado pelas infinitas pilhas de panfletos e incessantes perguntas débeis e estúpidas. Ele era atendente do balcão de informações.

Sempre com dor de cabeça e o buço molhado pelo suor e saliva, Alonso tinha na esposa a tábua de sua salvação. Regina. Essa sim! Mulher fina e recata, de origem humilde e religiosa conheceu Alonso ao pedir informação. Apaixonou-se imediatamente e nele via uma judiação. Algo inexplicável. Talvez o cabelo ensebado de Alonso ou mesmo as unhas sujas e aquele suor por cima da boca... Os dentes amarelos e as nojentas rodas de suor que moldavam uma circunferência indiscreta debaixo da axila a fizeram se apaixonar, talvez essa era a judiação. Ver no feio o bonito, e sentir compaixão pelos desafortunados foi o açoite de castigo auto-imposto por Regina, assim estava em paz com seu Deus!

Lépida e faceira, arrumava a casa, engomava as camisas encardidas de suor de Alonso, colocava o lixo para fora, engraxava os sapatos, fazia parte da novena do bairro, bordava e cerzia, cozinhava, lavava e passava... Incansável! Alonso gostava...



  posted by GEORGE GOMES @ 7:19 PM  ..:


Sábado, Abril 16, 2005  

 
DORMINDINHO

Estava no metrô. Voltando do trabalho, cansado pra dedéu de não fazer absolutamente nada, tava com um pusta sono que não cabia dentro de mim.

Como muitos sabem, eu pego metrô na estação terminal, lá na Barra Funda, isso quando eu to voltando do trabalho, pois bem e eu voltei.

Geralmente procuro não sentar nos bancos, uma por ser vitima de alguma coisa quando sento e outra por já ter passado experiências deveras desagradáveis por ter sentado, mas enfim, neste dia eu sentei, afinal o sono era tanto que mal me segurava em pé.

Sentei em uma banco nefasto, perto da porta e de frente para as pessoas cansadas, suadas e feias. Assim que sentei, dormi... Geralmente, mesmo nesse estado, fico atento, meio alerta com relação a tudo o que me cerca, mas dessa vez foi diferente, eu apaguei! Dormi um sono profundo, cheio de sonhos, fantasia e espasmos com a perna, sabem? Igual aos que os cachorros fazem? Então, cheio desses espasmos.

Estava dormindo gostoso quando sinto alguma coisa bater na minha cabeça. Aliás, bater não, eu senti alguma coisa macetar meu crânio. A principio, perdi tanto a noção de onde estava que nem me dei conta que era no metro. Dei uma resmungada e de novo a maceração do meu crânio, um pouco mais forte dessa vez... E não atingia só o crânio, mas também minha face. Uma dor lancinante e continua comprimia minha cabeça de tal forma que me dava ânsia. Os espasmos já não eram mais de sono.

Uma terceira vez e finalmente despertei. Não como uma donzela:

CACETE!

Foi o que eu disse. Quando abri os olhos e vi que estava no metro, senti até um gosto de frango na minha boca. Repentinamente, uma mulher se virou e disse:

Desculpa, desculpa...

Puxou uma bolsa de viagem que estava em cima da minha cabeça e pediu mais uma vez desculpa. Ainda com a cara amassada, não de sono, ainda dei um sorrisinho amarelo.

O pior foi o gosto de frango que eu fiquei na boca, isso porque eu não tinha comido nada... Fiquei meio cabreiro...



  posted by GEORGE GOMES @ 6:11 PM  ..:


Terça-feira, Abril 05, 2005  
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